Bom senso

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Naquele dia intenso
Sem muito bom senso
Nós dois abusados
em nossos carinhos,
laçados em nossos abraços
a desejar o céu estrelado
com um belo luar

E assim, prometi-lhe tudo
inclusive, não deixar de te amar.

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Desejos

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Além do limite daquilo que imaginas
Te curvo,
conduzo à mercê de meu domínio.

Vendada,
Amarrada,
te guio.

Selo sua alma,
Marco sua carne.

E, enquanto bebe de meu gozo,
Meu prazer anula
tuas vontades mais insanas.

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Pequeno Vilarejo

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Revejo a cabana do nosso pequeno vilarejo
Da cabana, o teu sorriso
Gracejo.

Cortejo o teu beijo,
Tua curvas,
Tracejo.

Almejo:
Teu corpo,
No seu sabor,
Pelejo.

Neste intenso desejo:
Tua lascívia,
Me perco!

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Soneto 57

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Sendo teu escravo, o que fazer senão atender
Às horas e aos chamados de teu desejo?
Não tenho tempo algum para mim,
Nem serviços a fazer, até que me peças.
Nem ouso repreender a hora do mundo sem fim,
Enquanto eu, minha soberana, sigo tuas horas,
Nem penso que a solidão da ausência seja amarga,
Após dispensar teu servo de teu serviço;
Nem ouso questionar com meus ciúmes
Onde andarás, ou imaginar o que fazes,
Mas, como um triste escravo, sento-me e não penso,
Salvo, onde estás e quão feliz fazes a todos:
Então, que tolo é o amor, que, sob teu jugo
(Embora nada faças), nenhum mal o assombre.

Soneto 57 – William Shakespeare

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Palavras

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Palavras jorram
Choram
Gritam
Palavras ficam e vão

Palavras de amor
Carinho
Conforto
Calor.
Palavras de afeto
De dor
Ecoando da alma sofrida
Palavras tristes
Sem cor!

Letras agudas; acentuadas
Que marcam a pele;
Feridas abertas
escancaradas
De sangue, orgulho e dor.

Sangue que escorre
Como um lágrima
Do fundo da alma,
Sofrimento
Tristeza
Temor.

Temor daquilo que vai…
O que deixa pra trás?

Pedaços que ficam
Dentro do peito
Agonia
Desespero
Do pobre rapaz
Atrás de um sorriso
Tão belo

Sofrimento escondido
Parece eterno!

***
Agradecimento especial à Fernanda Rodrigues do Blog Algumas Observações!

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Sarcófago

No sarcófago
Feixes de luz no plano,
Meus dedos resistem
Só com o tempo,
As marcas do meu novo teto
Se aposentam,
Não sou tão pleno,
Quanto ao antigo tempo
Não é possível se arrepender
Do que você já não se sente,
Deixa tudo para o antigo tempo
Ou em um sarcófago!

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A Bela e a Fera

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Era uma vez uma bela e virgem mocinha que foi raptada por uma fera. A fera era grande, chifruda, bruta e avantajada. A fera enjaulou a bela por semanas, e fez dela sua prisioneira. A fera tinha planos, planos sórdidos desde um cunilingus básico à gang-bang na floresta negra. E por noites a seguir a bela virgem esperneou, gritou, cansou e dormiu, dormiu o sono mais profundo de sua jovem vida.

Enquanto dormia, a fera se aproximou, a desnudou, farejou as suas carnes, acarinhou seus pelos e sentiu a textura de sua vagina virgem. Não se conteve e a lambeu devagar e com cuidado para não despertar a sua presa, que por medo, fingia dormir.

Toda a noite, durante semanas, o mesmo ritual se repetia: a fera lambia mais profundamente a bela que fingia dormir, não mais por medo, e sim por puro tesão.

Uma noite, porém, a fera não apareceu e a virgem não dormiu. Na noite seguinte a fera aparece ofegante e ereta, a observa dormindo, desta vez, não a acarinhou, tampouco a lambeu como de costume, ao invés disso, a fera a libertou!!!

A bela deu um salto pronta a gozar sua liberdade, quando um aperto no peito lhe imobilizou. – “Fera, por noites a fio, você me lambeu e lambeu, e agora você me liberta? Não gostas mais do meu sabor? Me lambe por favor? Please???

A besta rosnando embargada respondeu: “Doce bela virgem, Eu te lambia para me conter e não te comer, o teu cabaço é delicioso, mas hoje eu….er…. eu decidi! Eu vou enfim, te comer! Tire a roupa!

A bela toda serelepe se despe e se atira nas garras da fera, que a esquarteja e a devora.

Moral da estória: Sindrome de Estocolmo, é o caralho!

 

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